domingo, 6 de junho de 2010

PATRIMÓNIO E DESENVOLVIMENTO DA NAZARÉ NO FACEBOOK


O tema do Património cultural e do desenvolvimento sustentável da Nazaré continua a interesssar e a agregar pessoas por todo o Mundo. Veja-se o que se passa no Facebook, com Património e desenvolvimento da Nazaré.







domingo, 30 de maio de 2010

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

MUSEU DA NAZARÉ SAI DA REDE NACIONAL?

O Ministério da Cultura quer passar o Museu da Nazaré para a tutela municipal. Detalhes aqui.

domingo, 24 de janeiro de 2010

S. GIÃO DA NAZARÉ

Foi publicada a obra "S. Gião da Nazaré. Trabalhos arqueológicos" com o relatório da actividade desenvolvida pela equipa de arqueólogos da Universidade do Minho, datado de 2003. A consultar.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

NOVAS TECNOLOGIAS PARA O PATRIMÓNIO

O Museu Dr. Joaquim Manso, da Nazaré, e a Rota Korrodi organizam no dia 28 de Novembro o colóquio “Novas Tecnologias para o Património”, na sequência da comemoração do Dia Nacional da Cultura Científica (24 Novembro).
Local: Auditório da Biblioteca Municipal da Nazaré
Data: 28 de Novembro de 2009
Programa:
10h00: Sessão de abertura
Painel I – Comunicar o patrimónioModerador: Célia Quico, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
10h15: Célia Quico – Introdução ao tema “Novas tecnologias para o património”
10h30: António Rodrigues – As TIC na promoção de interactividade nos espaços museológicos
11h00h: João Mareco – Batalha de Aljubarrota, da Idade Média ao Multimídia
11h30h: Genoveva Oliveira e Marco Neves – Património construído georeferenciado. O exemplo da arquitectura de Korrodi
12h00: Debate
12h30: Almoço livre
Painel II – Inventariar e conservar memórias
Moderador: Pedro Penteado, Direcção de Serviços de Arquivística e Apoio Técnico da Direcção-Geral de Arquivos (DGARQ)
14h00h: Miguel Silvestre, Rede de Investigação, Inovação e Conhecimento da Câmara Municipal de Óbidos – Património Cultural na Estratégia Óbidos Criativa
14h30h: Jorge Lopes, Biblioteca Municipal da Nazaré – Imagoteca da Nazaré: preservação e divulgação da memória colectiva
15h00h: Sofia Rosa, EGEAC, E.E.M. – Valorização do Património Classificado. Castelo de São Jorge
15h30h: Laura Anastácio, Câmara Municipal da Nazaré – A Geocolecção do Museu da Nazaré
16h00: Debate
16h30: Encerramento
Participação gratuita.
Inscrição prévia até dia 26 de Novembro.Inscrições e Informações: Museu Dr. Joaquim Manso telef. 262 562 802 e-mail: mdjm@imc-ip.pt

domingo, 20 de setembro de 2009

DEBATE SOBRE PATRIMÓNIO / TURISMO / EMPREGO

Como previsto, realizou-se [dia 18] um debate sobre o este tema com a participação dos candidatos à Câmara Municipal da Nazaré.
A sessão, iniciada por Rui Remígio, foi um sucesso pois foram atingidos todos os objectivos:
• Candidatos participantes (ordem alfabéticas)
António Peixe (BE)
António Trindade (PS) substituiu Vitor Esgaio
João Delgado (CDU)
Jorge Barroso (PSD)
Paulo Marques (CDS) substituiu Reinaldo Silva
Nota: o Candidato Rui Marques (MON) não compareceu
• A sessão, bem concorrida, foi superiormente moderada pelos Professores Doutores Pedro Gomes Barbosa e João Inês Vaz.

Teve a duração das duas horas, como previsto, e foi seguida de uma sessão animada de uma hora e meia de perguntas pelo público presente com resposta dos Candidatos.

• Principais conclusões:

 Considerada, por unanimidade, a importância do Património do concelho um testemunho da identidade nazarena que deverá ser preservado e valorizado.
 Considerado também por unanimidade que o Património é um factor indiscutível para o desenvolvimento do Turismo Cultural e para a criação de postos de trabalho qualificados indispensável para a estabilidade económica do concelho da Nazaré e dos Nazarenos.
 Neste domínio, os 4 candidatos dos partidos da oposição foram críticos quanto a alguns aspectos da gestão do actual Presidente da Câmara durante os seus 4 mandatos (16 anos). Jorge Barroso replicou da forma que considerou mais adequada
 Todos os candidatos apresentaram exemplos concretos de acções a serem desenvolvidas para a preservação do Património, algumas das quais ocasionaram bastante polémica.
 Foi elogiada expressamente por alguns candidatos e pelo público em geral esta nova iniciativa da Equipa do PCN – Património Cultural da Nazaré.
(Texto de Rui Remígio)

domingo, 13 de setembro de 2009

OS JOVENS E O PATRIMÓNIO NAZARENO: UM MAIL DE INÊS ESPADANEIRA

A propósito do próximo debate, a Equipa PCN recebeu no dia 7 um e-mail de Inês Espadaneira, 28 anos, residente no Concelho, que merece a atenção de todos os que se interessam pelo Património Cultural da Nazaré e que, com a devida autorização da sua autora, aqui publicamos:

“Bom dia.
Chamo-me Inês, sou licenciada em Gestão Turística e Cultural, resido em Famalicão e é com muita pena que não posso participar e assistir ao debate por vós concebido.
Considero os temas a abordar deveras importantes, não só para percebermos como está o Turismo na Nazaré presentemente, mas também para obtermos uma boa visão de futuro.

No que respeita ao abandono do Centro Histórico, a meu ver este acontece por lá não existirem condições que permitam que este seja condignamente habitado. Falo do saneamento básico, do tráfego que existe, de muitas casas estarem devolutas e com elevados níveis de degradação. Penso que se observa na Nazaré um pouco o que se passa na Baixa de Lisboa, que foi abandonada aos poucos por estes e outros motivos como a insegurança mas que está agora a ser reabilitada.
Na Nazaré urge usar instrumentos que captem a população para que nele volta a habitar, fomentar a sua reabilitação através de incentivos, através de fundos que existem, manter as ruas limpas, restaurar os edifícios que se encontram devolutos e ao abandono.
Um Centro Histórico bom de se ver é bom para viver. Um Centro Histórico bem tratado capta os turistas a explorá-lo é até uma mais valia que os faça permanecer na vila por mais tempo.

A pergunta que quero deixar é a seguinte:
Se existem planos ( PDM, PP, PU) que regulamentam a tipologia de construções urbanas a efectuar por forma a que estas não descaracterizem a envolvente em que estão inseridas,porque razão na Nazaré assistimos a uma construção que nada tem a haver com a tipologia habitacional da vila?É muito engraçado existirem prédios,até pode estar na moda a sua construção, mas não deve esta ser adequada à tipologia urbana?Não considero muito bonito ver prédios de 3 e 4 andares quase lado a lado com as casas típicas e com o Centro Histórico.

No que concerne à Nazaré como destino turístico, esta é uma questão que dá pano para mangas.
Nos idos anos 50,60 e 70 a Nazaré terá sido de facto um destino de eleição, mas após os anos 80 veio a estagnar a entrar num declínio de elevadas proporções.
Penso que este problema se deve à falta de visão de quem manda e de quem trabalha nesta área. Desde há alguns anos para cá que não se pode pensar que o facto de se ter uma praia e meia dúzia de estabelecimentos hoteleiros faz com que a Nazaré seja um destino porque não o é. Esta mentalidade é inconcebível no século XXI. Ao turista este pensamento já não serve, não é já suficiente o nome Nazaré a mais praia tradicional de Portugal ou algo semelhante, nem as 7saias, nem o peixe seco. No Verão a grande maioria dos turistas fica na Nazaré somente umas horas porque não há nada que o cative a ficar. Não existem infra-estruturas, não existem empresas vocacionadas por exemplo para o touring cultural ou para o turismo de natureza, o património nazareno não é valorizado, nem mostrado,muitas igrejas estão fechadas e as poucas que estão abertas não têm ninguém que possa fazer uma visita guiada ao monumento. Não existem percursos culturais para que os turistas possam conhecer a vila a pé por exemplo.
A representação da Câmara Municipal na Bolsa de Turismo de Lisboa é mínima, e a BTL é o evento onde a Nazaré se pode e deve fazer promover junto do público mas também das outras empresas e operadores que lá se encontram.
Em termos de futuro fala-se na afamada Marina e no famoso Golfe. Estes produtos como âncoras só funcionam como deve ser se forem alavancadas outras atracções, que não são de certeza as 7 saias e as senhoras que alugam quartos...é o património a cultura...É preciso lembrarmo-nos que o público-alvo praticante de golfe a adepto do turismo de recreio é um publico não só com um nível de vida elevado, mas também exigente:não vai servir de muito a existência da marina e do golfe se não houver mais nada em termos culturais.

Considerava importante que todos os candidatos tivessem em mente que a Nazaré como destino não existe desde alguns anos para cá. Não existem planos de desenvolvimento turístico, não existe qualquer aproveitamento dos outros recursos existentes. A Nazaré tem que deixar de ser a praia e ser mais muito mais. Se estes lerem o PENT tirarão de lá umas boas e interessante ilações (enquanto estudante tive que o ler e estudar)


No que respeita à empregabilidade em turismo na Nazaré esta não existe. Empregados qualificados não são em número suficiente, incentivos para a criação de empresas e consequentemente de postos de trabalho não existem. Emprego em turismo na Nazaré tal como o Turismo é sazonal e pouco qualificado. Enquanto existir a mentalidade de que bastam os hotéis e a praia a nível de turismo e de turismo cultural a Nazaré não vai evoluir. Urge que deixem aparecer ideias e caras novas.

Por forma a concluir este meu email que acaba por ser um misto de sugestões, criticas e desabafos menciono que fazem falta inumeras coisas que tornem a Nazaré num destino turistico de eleição:
A construção deve ser adequada à envolvente urbana;
Faz falta um plano de turismo que não mencione os afamados golfe e marina;
É necessária uma inventariação de todos os recursos que existem;
Estabelecimentos hoteleiros e de restauração devem ser adaptados a quem os procura;
Fazem falta empresas de touring cultural e paisagístico e turismo de natureza;
É urgente uma boa promoção a nível nacional e internacional;
É urgente a abertura de novos horizontes.
Se a Nazaré passou para a Região de Turismo do Oeste, deve tomar como exemplo o bom que ai se faz;
Deve-se deixar de olhar para o passado e criar uma visão de futuro.

Atentamente:
Inês”